Arquivo mensal: fevereiro 2009

>Câmera Escondida

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Apesar de considerá-lo um grande comunicador, sempre achei os programas do Silvio Santos meio chatos. Extremamente repetitivos. Entretanto, um quadro que sempre parei pra assistir são as chamadas “Câmeras escondidas“, que quando apresentadas pelo Faustão passaram a ser conhecidas como “pegadinhas“. De qualquer forma, trata-se de um quadro onde algo inusitado acontece e a câmera oculta capta a reação das pessoas. As que tem como temática situações que causam sustos sempre foram minhas favoritas, como por exemplo esta do tubarão na praia.

O mais legal é que até quem está na areia sai correndo! rsrs… Também, na hora do susto ninguém raciocina direito!

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>O surfista e o tubarão

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Incrível a imagem que o fotógrafo Kurt Jones conseguiu captar no ano de 2003 em uma praia. Dividindo uma mesma onda estavam o surfista e o tubarão.

Kurt ainda fotografaria novamente o bicho em uma onda…

A foto, que não se trata de montagem, acabou sendo desvendada pouco tempo depois. Realmente surfista e animal dividem a onda, mas não se trata de um tubarão… era um golfinho. De qualquer forma, uma grande fotografia.

>Pedro Bial em: Isso é coisa de…"

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Pedro Bial, este ilustre jornalista brasileiro, incentivador do uso do protetor solar, célebre por proferir incríveis citações durante eliminações de reality shows e criar crônicas sobre o nada. Este mesmo Bial… Aquele que te convida pra dar uma espiadinha… Diz coisas não tão “bunitas” (sic) quando está fora do ar.

Engraçado como coisas assim nunca aparecem no “Falha Nossa” do Video Show…

>Frases antológicas: Alfred Hitchcock

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Alfred Joseph Hitchcock foi um cineasta britânico, considerado o mestre dos filmes de suspense, sendo um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.

Entre seus filmes estão “O Homem que Sabia Demais”, “Festim Diabólico”, “Disque M para Matar”, “Um Corpo Que Cai”, “Psicose” e “Os Pássaros”.

Apesar da grandeza de sua obra, embora tenha sido indicado 6 vezes ao Oscar, Hitchcock jamais levou a estatueta.


Algumas de suas frases célebres:

“Quando um ator vem até mim e quer discutir seu personagem, eu digo, ‘Está no roteiro’. Se ele disser, ‘Mas qual a minha motivação?’, eu respondo, ‘Seu salário’.”

“Não há nada tão bom quanto um funeral no mar. É simples, limpo e não muito incriminador.”

“A única forma de me livrar de meus medos é fazer filmes sobre eles.”

“A duração de um filme deveria estar diretamente relacionada à paciência da bexiga urinária humana.”

“A televisão é como a invenção da solda caseira. Ela não mudou o hábito das pessoas. Ela apenas as manteve dentro de casa.”

“Estilo é plagiar a si mesmo”.

“Há algo mais importante que a lógica: é a imaginação.”

“A televisão é como as torradeiras: carrega-se no botão e sai sempre a mesma coisa.”

“Eu entendo que o inventor da gaita de fole foi inspirado quando viu um homem carregando um porco asmático e indignado sob seus braços. Infelizmente, o som artificial nunca se igualou à pureza do som obtido pelo porco.”

“Sou um diretor estereotipado. Se eu fizesse Cinderella, o público estaria imediatamente procurando por um corpo na carruagem.”

“Walt Disney tem o melhor elenco. Se não gosta de um ator, ele simplesmente o apaga.”

>Desfiles das Escolas de Samba 2009

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O Peramblogando homenageia as campeãs dos carnavais paulista e carioca.

Em São Paulo quem levou o título foi a Mocidade Alegre, escola do bairro do Limão, que já contabilizava 6 títulos, nos anos de 1971, 1972, 1973, 1980, 2004 e 2007 e chega agora ao sétimo.

No Rio o título ficou com o Salgueiro, escola do Andaraí, oito vezes campeã do carnaval carioca nos anos de 1960, 1963, 1965, 1969, 1971, 1974, 1975 e 1993 e que agora, dezesseis anos após a última conquista, completa o nono título.


>Milk – A voz da igualdade

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Neste carnaval, como a $$$$ tava curta, acabei ficando mesmo em BH e aproveitei para ir ao cinema. O filme escolhido foi “Milk – A voz da igualdade“.

O filme retrata um período da vida do político e ativista gay Harvey Milk, o primeiro homossexual declarado a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos.

Sempre me interessei por filmes baseados em fatos reais. Sabia que Harvey Milk fora um importante ativista pelos direitos dos homossexuais e que havia sido assassinado. Entretanto, sua trajetória até chegar neste patamar ainda me era desconhecida.

O veredito: gostei muito do filme. Pra alguém como eu, que já nasceu em uma época onde a Califórnia (e mais especificamente São Francisco) é sinônimos de liberdade e respeito à diversidade, é interessantíssimo descobrir o quão difícil foram as conquistas destes direitos fundamentais.

A atuação de Sean Penn como Harvey Milk é sem dúvida muito boa, tendo inclusive sido premiada com o Oscar. Acredito que seu desempenho no excelente “I Am Sam” (Uma Lição de Amor no Brasil) seja superior ao de Milk, embora isso não tenha sido reconhecido pela academia.

A direção é de Gus Van Sant, que dirigiu grandes filmes como “Gênio Indomável” e “Elephant”.

O verdadeiro Harvey Milk

Uma curiosidade: Segundo a Folha de São Paulo de 23 de fevereiro de 2009, Marco Ribeiro, pastor evangélico e dublador de Sean Penn no Brasil, recusou-se a fazer esse trabalho em “Milk”, sob as seguintes alegações: “Não me sentia à vontade para fazer o filme” e “Não tive vontade porque tenho a voz envolvida com outras questões, assim como não faço determinados comerciais.

>Grandes momentos da música brasileira (parte 3)

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Novamente quem estrela esta seção é o inigualável Amado Batista. Após a incrível e triste canção sobre um amor que termina na sala de cirurgia, Batista, este cronista do dia-a-dia apresenta “Secretária”, um clássico dos escritórios, gabinetes e afins.

Secretária que trabalha o dia inteiro comigo
Estou correndo um grande perigo de ir parar no tribunal

Secretária as vezes penso em falar contigo

Mas tenho medo de ser confundido por um assédio sexual

O que deve ter de gente que se identifica com essa música… Não necessariamente com essa secretária da foto…

>Monobloco

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Pra quem acha que o carnaval carioca se resume ao desfile das escolas de samba, aí vai uma dica. A cidade possui sim inúmeras agremiações carnavalescas, mas possui também dezenas de blocos que saem pelas ruas da cidade fazendo a alegria de um mundo de gente. Todo bairro tem pelo menos um bloco. Entre os que mais atraem os foliões está o Monobloco.

Referência no carnaval de rua carioca, o bloco surgiu a partir de uma oficina de percussão realizada há sete anos pelo grupo Pedro Luis e a Parede. Assim, saem juntos no bloco os 19 músics centrais do Monobloco e outra centena de “batuqueiros”, como são chamados os alunos da oficina.

O Monobloco é o responsável por fechar o carnaval do Rio de Janeiro, arrastando mais de 500 mil foliões para os seus desfiles na orla de Copacabana. Como trilha, mais uma marca do bloco: a diversidade. Os músicos vão do samba ao funk, passando pelo xote, marcha, frevo, côco e mpb sem perder o compasso.

>Guia do Carnaval segundo Veríssimo

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Guia do Carnaval
Luís Fernando Veríssimo

O turista que chega para assistir ao nosso Carnaval pode ter alguma dificuldade em entender o que está vendo e ouvindo nas ruas, nos bailes, nas transmissões de TV etc. e perderá muito do significado da nossa maior festa popular. Por isso estou republicando este pequeno guia para sua orientação e um glossário com as principais palavras e frases que ele ouvirá durante sua estada.

Atenção, turista.

Para começar, o que é “Carnaval”?
Bem, o Carnaval (pronuncia-se car-nah-val) já existia na Europa quando o Brasil foi descoberto, só que com roupa. Ele veio nas caravelas portuguesas junto com o nosso descobridor, Pedro Alvares Cabral (pay-dro al-va-rays ca-brawl), e aqui incorporou elementos nativos como bateria, baianas, bicheiros, cambistas e, claro, a principal contribuição do Novo Mundo ao rito milenar, a miçanga (miss-ang-ah). No calendário cristão, como se sabe, o Carnaval é a festa do “adeus à carne” que precede a Quaresma. No Brasil é a mesma coisa, só que a gente dá adeus à carne, dá adeus, mas ela não vai embora.

Quanto dura o Carnaval?
O Carnaval é um tríodo de quatro dias: Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Terça. Tem uma vez por ano, menos na Bahia, onde o atual Carnaval é o de 1948, que ainda não terminou.

O que são “escolas de samba”?
As escolas de samba (“samba schools”) são escolas públicas que, com a falta de apoio dado à educação no Brasil, foram obrigadas a buscar outras fontes de renda e hoje vivem de vender fantasias para turistas e depois desfilar para o turista não pensar que foi logrado.

Eu posso desfilar numa “escola de samba” sem saber sambar?
Sim, mas aí terá que ser Madrinha da Bateria. Não, Nigel, você não.

Como se chega ao Teatro Municipal?
Estudando, estudando muito.

Não, quero dizer para o baile.
Não existe mais baile do Municipal. Nem a revista Cruzeiro, nem o Evandro Castro Lima, nem lança-perfume Rodo e, olha, eu mesmo já estou desaparecendo de um lado.


Eis algumas expressões que você, turista, ouvirá durante os folguedos (fowl-gay-dos):

Oba (oh-bah) – Palavra de origem nativa. Ouvida pela primeira vez quando os tupinambás viram seu primeiro europeu, que em seguida comeram. Desde então ficou como manifestação prazerosa da expectativa de comer alguém ou alguma coisa, mesmo hipoteticamente (he-po-tay-etc.).

Epa (eh-pah) – O oposto de “oba”. Usada por quem ouve um “oba” e se apressa a esclarecer que não pode ser com ele.

Evoé! – “Oba!” em Juiz de Fora.

Ai! – Expressão de dor. Como “ouch” em inglês, “ai-o” em italiano, “merde” em francês e “grossenwienerzschzipel” em alemão.

Ui! – Expressão dúbia (doo-bia). Tanto pode ser de dor como de alguém cuja espinha dorsal está sendo riscada sugestivamente com um picolé. De qualquer maneira, mantenha-se a distância.

É um assalto! – Significa que você está sendo assaltado, por um meliante (may-lee-anti) ou por um político. Dá para distinguir o político porque, antes, ele pede o seu voto.

Polícia! – Termo de retórica, com pouca utilidade real.

E aqui está um pequeno dicionário com frases práticas que poderão ser úteis ao turista no Carnaval, caso ele se perca do guia:

Where is the american (ou italian, ou french etc.) consulate? – Estou apertado. Deve ter sido o angu. Onde tem um toalete por aqui?

How much? – Quanto?

WHAT?! – Tá doido!

No, I do not want to hold your ganzá – Manera, pô.

Do you take dollars? – Quer casar comigo?

Vous êtes très jolie – Quanto?

Voglio conoscere il vero Brasile – Bota uma pinga aí

Help! – Ziriguidum (zee-ree-gui-doom)!

>Galo da Madrugada

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Iniciada a folia momesca, o Peramblogando não podia ficar de fora. Nos próximos dias teremos algumas postagens relacionadas ao tema. Para início de conversa, um pouco da história do maior bloco de carnaval do mundo: o Galo da Madrugada.

O “Clube de Alegoria Galo da Madrugada“, foi criado em dezembro de 1977, numa reunião de amigos durante o carnaval no bairro de São José em Recife. O assunto primordial era a diferença entre os carnavais antigos e o atual (daquela época). Segundo Enéas Freire, presidente perpétuo da agremiação a idéia inicial foi de se formar um clube de frevo.

O clube foi fundado oficialmente em 24 de janeiro de 1978, na Rua Padre Floriano, 43, no bairro de São José, O seu principal objetivo é reviver as verdadeiras origens e tradições do carnaval de rua. Para isso, O Galo convoca e congrega todos os seus foliões em um grandioso desfile, através das manifestações mais espontâneas e populares, unindo clubes de frevo e grupos de mascarados.

O desfile do Galo da Madrugada vem sendo realizado todos os anos na manhã do sábado de Zé Pereira, ou seja, hoje. Por tradição, O Galo começa a concentração deste dia, a partir das 5:30 da madrugada, com toques de clarins anunciando a alvorada do carnaval pernambucano, além de uma batalha de confetes, serpentinas e uma salva de fogos, O Galo desfila pelos bairros de São José e Santo Antônio, reverenciando o frevo, juntamente com milhares de foliões.

Vários blocos se originaram do Galo como O Rabo do Galo, a Galinha do Galo, entre outros.

O Galo da Madrugada é considerado o Maior Bloco Carnavalesco do Planeta, conforme o Guiness Book.