Arquivo mensal: dezembro 2009

>Frases antológicas: Jô Soares

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José Eugênio Soares, ou simplesmente Jô Soares, é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, diretor teatral e ator brasileiro.
Frases:

“Em uma coisa os bêbados e os geógrafos têm razão: a Terra gira”.

“Não há amizade, que por mais profunda que seja, que resista a uma série de canalhices.”

“Tem gente que gosta de opinar sobre tudo. Do cocô à bomba atômica”.

“O sujeito era tão mau caráter que até sozinho ele estava mal acompanhado.”

“Se a senhora acha gordura engraçado, compre 1 quilo de toucinho. A senhora vai rir o ano inteiro.”

“Se existe tanta crise é porque deve ser um bom negócio.”

“A comissão faz o ladrão.”

“Nunca faça graça de graça. Você é humorista, não político.”

“Gordo, quando está fazendo dieta, sempre faz a barba antes de se pesar.”

“Morava tão longe, que o carteiro mandava suas cartas pelo correio.”

“Junta médica é uma reunião que os médicos fazem nos últimos momentos de nossa vida para dividir a culpa.”

“Houve uma guerra que durou 100 anos. É dose. Os soldados morreram todos de arteriosclerose.”

“A prova de que a natureza é sábia é que ela nem sabia que iríamos usar óculos e notem como colocou nossas orelhas.”

“No Brasil, quando o feriado é religioso, até ateu comemora.”

“Se todo mundo que eu vi que disse estar no Maracanã naquele jogo com o Uruguai em 1950, estivesse lá mesmo, o público teria sido de mais de 1 milhão de pessoas.”

“Nunca xingues numa língua que não conheces, pois o insulto pode ser contra ti.”

“O ar quando não é poluído, é condicionado.”

“O filme sempre começa na hora certa, principalmente quando você chega atrasado.”

“Se o Comunismo acabar, quem é que vai levar a culpa?”

>Retrospectiva 2009

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Queria escrever um post com uma retrospectiva do que aconteceu de mais marcante nesse ano que já tá dando adeus… Mas confesso que estava sem inspiração…

Muuuuito mais inspirada que eu estava a Priscila do ótimo Meu Segundo Caderno. A moça criou uma retrospectiva muito bacana que aborda principalmente o universo artístico-cultural.

Vale conferir:

9 Motivos para se lembrar de 2009 – Internet

9 Motivos para se lembrar de 2009 – Música

9 Motivos para se lembrar de 2009 – Literatura

9 Motivos para se lembrar de 2009 – TV

9 Motivos para se lembrar de 2009 – Cinema

>Parkour

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Certa vez, estava eu no casarão da UFBA (Universidade Federal da Bahia) quando do nada surgiram três jovens que começaram a escalar muros e realizar saltos, de um lado para o outro, equilibrando-se em pequenos espaços. Presenciava a prática do chamado parkour.

Filho legítimo do chamado méthode naturelle (Método Natural de Educação Física) desenvolvido por Georges Hébert no séc. XX, o parkour foi desenvolvido por soldados franceses no Vietnã que, inspirados pelo trabalho de Georges Hébert, criaram o treinamento militar: parcours du combattant.

David Belle, considerado um dos criadores do parkour, foi iniciado no treinamento militar e méthode naturelle por seu pai, Raymond Belle, um bombeiro Francês que praticava as duas disciplinas. David Belle continuou a praticar outras atividades como artes marciais e ginástica, buscando aplicar suas habilidades adquiridas de forma prática na vida.

Depois de se mudar para Lisses, David Belle se juntou a Sébastien Foucan e realizaram o documentário “Jump London“, aplicavam técnicas de parkour pelas ruas da capital inglesa.

No final da década de 1990, David Belle e Sébastien Foucan, se separaram por divergências quanto aos princípios do parkour. Para Belle, parkour seria uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápida e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar a superar obstáculos de qualquer natureza no ambiente circundante e pode ser praticado em áreas rurais e urbanas.

Já para Foucan o parkour deveria incorporra movimentos dinâmicos de acrobacias diversas, como movimentos de ginástica artística, “Tricking” e “Street Stunts”, criando um rápido e estético modo de deslocamento. Após a separação, Foucan efetivou sua “versão” de parkour no chamado free running.

Conheça agora alguns dos movimentos utilizados pelos traceur e traceuses, homens e mulheres praticantes do parkour.

WALL RUN
Utilidade – Escalar paredes

A saída para escalar muros altos é tomar impulso e se jogar na parede com velocidade. Assim, dá para apoiar o pé bem alto e dar mais um passo na vertical antes de agarrar o topo. Como nos demais movimentos, um bom tênis, com sola antiderrapante, evita escorregadas e tombos feios

TURN VAULT
Utilidade – Saltar e manter-se agarrado ao obstáculo

Quando não dá para ficar em pé no topo do obstáculo, nem adivinhar o que há do outro lado, o mais seguro é se agarrar com uma mão virada para a frente e outra para trás. Num salto, o corpo gira e o traceur continua pendurado, na mesma posição, do outro lado

MONKEY VAULT
Utilidade – Pular obstáculos suavemente

Parece um pula-sela, mas com as pernas passando por entre os braços e não por fora. O salto é feito de frente, com as mãos apoiadas no obstáculo. As pernas, por sua vez, ficam encolhidas para que a ponta dos pés não esbarre, causando um tombo daqueles…

CAT LEAP
Utilidade – Escalar muros altos direto depois de um salto

Quando não dá para pular o obstáculo num salto só, esse movimento dá uma força. O praticante, porém, tem que ter agilidade para apoiar os pés na parede e, em seguida, alcançar o topo com as mãos, se agarrando no obstáculo antes de cair

SALTO DE PRECISÃO
Utilidade – Pousar em um espaço restrito

Se ficar equilibrado em cima de um muro ou de um corrimão já não é mole, imagine então chegando de um pulo. Para evitar um tombaço, o cálculo do salto tem que ser preciso, e os braços são fundamentais para balancear o corpo e evitar qualquer deslize

TIC TAC
Utilidade – Mudar de direção com rapidez

É o drible do parkour. O traceur apoia o pé na parede para ganhar impulso e sair ligeiro em uma direção diferente da que estava seguindo. A firula também vale para árvores, postes e qualquer apoio vertical, mas apoiar o pé muito alto diminui o impulso

ROLAMENTO
Utilidade – Amortecer quedas

Basicão, usado no fim de grandes saltos para minimizar o impacto na queda. Para o corpo rolar macio, é preciso pousar o braço em um ângulo perfeito. Se um dos ombros ficar inclinado demais para dentro ao tocar o chão, a contusão é certa.

IMPORTANTE – Não saia por aí pulando muros, grades e escadas. Parkour exige treinamento e preparação especifícos. Para mais informações e vídeos impressionantes, entre no site Parkour Brazil Team.

>Disco da semana – The Doors

>“The Doors” (1967) – The Doors

Faixas:

1.”Break on Through”

2.”Soul Kitchen”
3.”The Crystal Ship”
4.”Twentieth Century Fox”
5.”Alabama Song”
6.”Light My Fire”
7.”Back Door Man”
8.”I Looked at You”
9.”End of the Night”
10.”Take It as It Comes”
11.”The End”

Formado por Jim Morrison (vocais), Robby Krieger (guitarra), Ray Manzarek (teclado) e John Densmore (bateria), o grupo The Doors lançou seu primeiro álbum (homônimo) em 1967. Uma prévia do que esta banda criaria dali para frente.

O começo é primoroso, com “Break on Through”, um rock forte e contagiante com guitarra/teclado/bateria casando perfeitamente com a interpretação de Morrison. A canção seguinte, “Soul Kitchen” deixa claro para quem ainda não sabia, que o Doors flertaria muito com o blues, posição reafirmada na faixa 7, “Back Door Man”, um conver de Howlin’ Wolf.

“The Crystal Ship” traz, talvez, a mais bela interpretação de Morrison em todo o álbum. Uma balada com letra extremamente poética, escrita por Morrison para sua ex-namorada Mary Werbelo.

“Twentieth Century Fox” não acrescenta tanto ao álbum. Uma música simples. Quando o ouvinte atinge a faixa 5, parece ter mudado de álbum. A voz de Morrison e o teclado de Manzarek trazem a confirmação: ainda se trata de Doors. “Alabama Song” tem andamento completamente diferente de tudo o que o álbum apresentara até então. Em alguns momentos chega a lembrar uma marcha.

A letra foi escrita por Bertolt Brecht em seu livro chamado “Hauspostille”, ainda em 1927 e tranformada em canção por Kurt Weill no mesmo ano. Em 1930 a canção foi utilizada na ópera de Brecht e Weill’s, intitulada “Rise and Fall of the City of Mahagonny”.

Eis que no meio do álbum surge seu maior êxito: “Light My Fire”. Extremamente palatável, com letra simples e melodia agradável, foi perfeita para lançar a banda ao estrelato. A linha de teclados de Manzarek no início da canção se tornou marca registrada da banda.

“I Looked at You”, “End of the Night” e “Take It as It Comes” se seguem, complementando com competência um álbum que já soa muito bem.

“The End”, um verdadeiro épico, fecha o álbum de maneira sombria. Com quase doze minutos de duração, a canção segue uma estrutura onde três mini-climaxes são separados por trechos lentos, com letra praticamente falada. Entre os temas abordados estão a busca da liberdade, a liberação da consciência e até mesmo um drama edipiano.

A primeira seção começa com uma leve narrativa: “This is the end/Beautiful friend/This is the end/My only friend, the end…” A segunda tem letra mais complicada, cheia de referências a experiências com alucinógenos e práticas de “expansão da consciência”.

Por fim o trecho edipiano, onde Morrison narra o caminhar de um assassino por uma casa até o encontro de suas vítimas é magistral. “Father ?/Yes son/I want to kill you/Mother…I want to…fuck you”.

Pra quem não conhece muito da obra dos Doors, este álbum é um excelente começo.

>Tirinha de Domingo – Turma da Mônica

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>As McCuriosidades

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Já ouvi de muitas pessoas que a cadeia de lanchonetes McDonalds, em suas lojas na Índia, não serviria hamburger bovino, em respeito a sacralidade da vaca naquele país. A informação procede e não é a única “adaptação” da rede que atua em quase todo o mundo. Lançamentos com a cara de cada país são uma constante.

Na Colômbia existe o McPollo Guacamole, uma espécie de McChicken com abacate. Será que combina?

Em Israel, 17 lanchonetes preparam a comida de acordo com leis judaicas e as lojas fecham aos sábados. Entre as opções está o McShuarma: pão sírio, hambúrguer de peru e salada.

A McDonalds do México vende burritos e tacos, enquanto a de Portugal possui um menu de sopas. Sete ao todo, uma para cada dia da semana, dentre as quais estão a de legumes e feijão branco. Ainda em portugal, encontra-se o “McNugget Português”. Conhecido como McMarins consiste em pedaços de bacalhau empanados.

Na Índia, como não utilizam hamburger bovinos, o que vale é a criatividade, como no McAloo Tikki, que no lugar do hambúrguer, tem um recheio de batata com ervilha, tomate, cebola, maionese vegetariana e molho apimentado. Lembrando que nas lojas indianas existem hamburgeres de peixe e frango.

Na China o diferencial é o McRice, pão de hambúrguer, salada e um hambúrguer feito de arroz

Conhecido na Arábia Saudita como McArabia Kofta esse sanduíche é composto por pão sírio, dois hambúrgueres de carne bovina, alface, tomate, cebola e molho tahena.

>Jesus nasceu mesmo em 25/12?

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Não, definitivamente. A escolha da data do natal não tem nada a ver com o nascimento de Jesus.

Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e “cristianizaram” a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti (“nascimento do sol invencível”), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa – ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25.

Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno.

>Jingle Bell

>Fofo!

>Frases antológicas: Fernando Sabino

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Fernando Tavares Sabino foi um escritor e jornalista brasileiro, autor de obras como “O encontro marcado”, “O homem nu”, “O grande mentecapto” e “No fim dá certo”

Frases:

“Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um.”

“Infidelidade é como apanhar o seu sócio roubando dinheiro do caixa.”

“Não confio em produto local. Sempre que viajo levo meu uísque e minha mulher.”

“Os homens se dividem em duas espécies: os que têm medo de viajar de avião e os que fingem que não têm.”

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

“De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.”

“Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica”

“No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.”

“O menino é o pai do homem”

“Façamos da interrupção um caminho novo.Da queda um passo de dança,do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!”

“Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino.”

“Y – Letra que devia ser abolida, como fizeram com o K e o W (ou não fizeram?) e escrever logo tudo com i.”

“Liberdade é o espaço que a felicidade precisa…”

“Matar não é tão grave como impedir que alguém nasça, tirar a sua única oportunidade de ser. O aborto é o mais horrendo e abjeto dos crimes. Nada mais terrível do que não ter nascido!”

“Antes de mais nada fica estabelecido que ninguém vai tirar meu bom humor”

>Guns N’ Roses no Brasil – bom ou ruim?

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Foi confirmado hoje que a banda Guns N’ Roses fará uma série de 5 shows pelo Brasil em março de 2010. Se esta notícia fosse dada em 1990 seria o evento do ano, em 1998, vista com receio e agora, em pleno 2009, uma enorme incógnita.

A banda se esfacelou ainda na década de 90. Todos os integrantes, a exceção de Dizzy Reed (teclado), pularam fora do barco, já furado, capitaneado por Axl Rose. De lá pra cá uma série de desencontros, promessas de retorno, de disco novo… e nada… Até que em 2001 a banda ressucita e aparece o Rock in Rio III, no Rio de Janeiro.

Um Axl fora de forma e uma banda desconhecida da grande maioria. Entretanto o Guns conta com duas coisas importantes para uma banda: repertório e vocalista carismático. Mesmo sem alcançar notas altas, por vezes sem fôlego, Axl levantou o público. E isso desde a primeira frase de “Welcome to the Jungle”.

Seria o retorno definitivo. Seria. Passaram-se mais 8 anos com aparições esporádicas e line-up que se alterava sempre. Até que finalmente uma luz apareceu no final do túnel e o álbum “Chinese Democracy” surge para mais uma vez ressucitar o Guns. O disco é regular. Nem bom nem ruim. Algumas faixas lembram o velho Guns, outras apontam para o futuro (?). Fato é que não se trata mais da mesma banda, e isso deve ser deixado claro.

A banda que se apresentará em solo brasileiro traz, além de Axl nos vocais, Richard Fortus (guitara), Ron “Bumblefoot” Thal (guitarra), DJ Ashba (guitarra), Tommy Stinson (baixo), Frank Ferrer (bateria), Dizzy Reed (teclado) e Chris Pitman (teclados e programação eletrônica).

Mesmo com uma formação completamente diferente da que fez enorme sucesso entre os anos 80 e 90, o show deve agradar aos fãs que nunca puderam ouvir a banda ao vivo. Axl parece ter conseguido se aproximar da velha forma. Os músicos, embora desconhecidos do grande público, são competentes e devem conseguir se encarregar da tarefa.

Confira as datas e locais dos shows:

Brasília – 7/3
pré-venda: 11/01 – abertura de vendas: 18/01

Belo Horizonte – 10/3
pré-venda: 13/01 – abertura de vendas: 20/01

São Paulo – 13/3
pré-venda: 20/01 – abertura de vendas: 27/01

Rio de Janeiro – 14/3
pré-venda: 15/01 – abertura de vendas: 22/01

Porto Alegre – 16/3
pré-venda: 18/01 – abertura de vendas: 25/01

*Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners terão direito a ingressos antecipados.

É esperar para ver… e ouvir.