Arquivo mensal: maio 2010

>Um armazém das antigas

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Quem conhece o interior de Minas já deve ter entrado em um destes templos do consumo do século retrasado com sua deliciosa mistura de cores, odores e sabores.  Quem não conhece, já deve ter  pelo menos visto em alguma novela de época onde o proprietário dá notícia de todo mundo da cidade além de só servir cachaça.
Enfim, todo mundo tem uma noção do que é um armazém, mas duvido que todo mundo saiba o quão profunda é a alma de um armazém, onde a confiança ainda é a principal moeda. Esse curta-metragem produzido não sei quando pela produtora Cara de Cão, conta a história do Armazém Paraopeba, em Itabirito, Minas Gerais. O resto é só assistindo mesmo.
Agora faça o teste. Vá ao supermercado com uma penca de bananas e veja se você sai com algo além de uma porrada do segurança.
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>Mascotes Londres 2012

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Por falar em Mascote, conheçam Wenlock e Mandeville, os oficiais das olimpíadas de Londres 2012. Para um evento que será realizado no velho continente, achei os bichinhos bem “ajaponesados”. O que você acha?

Mas essa piração toda tem uma explicação. Teoricamente, pelo menos. Confira:

“Os nomes das mascotes refletem a rica história olímpica e paraolímpica do Reino Unido. Wenlock é inspirado em um condado da Inglaterra chamado Shropshire. A cidade é o coração da história olímpica, onde o Barão Pierre de Coubertin se inspirou para fundar o Movimento Olímpico moderno, após assistir a um evento de competições esportivas inspirado nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga.

O formato da cabeça de Wenlock se baseia no telhado do Estádio Olímpico e os três pontos representam os lugares do pódio, onde os atletas receberão suas medalhas.

Já o nome Mandeville foi baseado na cidade Stoke Mandeville, o berço dos Jogos Paraolímpicos. O local promovia competições entre soldados que voltaram lesionados da Segunda Guerra Mundial. A mascote tem três pontas na cabeça que representam as três partes do emblema Paraolímpico. O rabo e as mãos são aerodinâmicos, pois ela está sempre em movimento tentando bater seu recorde pessoal.

Por serem de metal, as mascotes brilham e refletem imagens das pessoas, dos lugares e de coisas que encontrarão no caminho de sua viagem por todo o Reino Unido. As luzes em suas cabeças representam os táxis pretos de Londres e seus olhos são lentes de câmeras que capturam tudo o que veem. “fonte: FinalSports

Tem até um filminho mostrando o nascimento das criaturinhas olimpicas.

Não foi dessa vez que conseguiram superar os mascotes clássicos que falamos no post anterior. Micha rules.

>Disco da semana – Ramones

>“Ramones” (1976) – Ramones


Faixas:

1.”Blitzkrieg Bop”
2.”Beat On The Brat”
3.”Judy Is A Punk”
4.”I Wanna Be Your Boyfriend”
5.”Chain Saw”
6.”Now I Wanna Sniff Some Glue”
7.”I Don’t Wanna Go Down To The Basement”
8.”Loudmouth”
9.”Havana Affair”
10.”Listen To My Heart”
11.”53rd & 3rd”
12.”Let’s Dance”
13.”I Don’t Wanna Walk Around With You”
14. “Today Your Love, Tomorrow The World”
Em 1976 os Ramones lançavam seu primeiro disco. Na época a banda era formada por Joey Ramone (vocal), Johnny Ramone (guitarra), Dee Dee Ramone (baixo), Tommy Ramone (bateria).
Uma das mais perfeitas traduções do movimento punk abre este álbum emblemático: “Blitzkrieg Bop” Em 2:14 os Ramones definiam seu som tendo como base a velocidade, três acordes e letras simples. Combinação que funcionou (e ainda funciona) extremamente bem. Já ao ouvir a faixa 4 a sensação que temos é a de ouvir um álbum dos anos 60. Outra característica da banda.
Se ao chegar até a faixa 4 o ouvinte se sentiu contagiado pelo som dos Ramones, pode ter a certeza de que a audição até a faixa 14 não irá lhe decepcionar. As temáticas mudam, a ordem dos acordes também, mas o que se segue é a repetição de uma fórmula através da qual os Ramones parecem ter encontrado seu lugar e nele se sentirem à vontade.
Certa vez um amigo me disse: “Os Ramones são músicos ruins, que tocam músicas ruins e sabem disso, e por isso mesmo são ótimos”. Não sei se seria tão incisivo mas é por aí…

>Os mascotes das Copas

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A Copa do Mundo – África do Sul 2010 – se aproxima e cada vez mais um simpático personagem ganha a mídia. É Zakumi, um leopardo com o cabelo verde escolhido como mascote oficial para a Copa. Você sabe o que significa Zakumi? O código “ZA” representa a África do Sul (“Zuid-Afrika” em holandês) e “Kumi” significa dez (ano da Copa do mundo) em várias línguas africanas.
Mas mascote não é exclusividade desta Copa. Na verdade a primeira mascote de Copa do Mundo foi o leão Willie da Copa do Mundo da Inglaterra em 1966.
Os anos 1970 foram marcados pela humanização das mascotes nas Copas do Mundo. No México em 1970 a mascote escolhida foi Juanito, um menino com um sombreiro e uma bola. Em 1974 as mascotes foram a dupla Tip e Tap, dois meninos com o uniforme da seleção da Alemanha Ocidental. Em 1978, Gauchito foi o escolhido para a Copa da Argentina. Novamente um menino com a camisa da seleção local e características regionais.
Os anos 1980 mudaram a concepção de mascotes. Na Espanha, em 1982, Naranjito foi a primeira fruta como mascote em Copas do Mundo. A laranja com a camisa da seleção espanhola fez muito sucesso por ser simples. O estranho Pique foi a mascote escolhida para a Copa do México de 1986. Pique era uma pimenta com bigode vestida com as cores da seleção local e um típico sombreiro mexicano.

Em 1990 tentaram criar uma mascote diferente para a Copa da Itália. Ciao é um boneco tricolor simulando um jogador de futebol. Além das bandeiras da Itália por todo o seu corpo, Ciao tinha uma bola de futebol na cabeça.
O cão Striker foi escolhido como mascote para a Copa de 1994 dos Estados Unidos. Striker vestia-se com as cores da bandeira dos EUA. Em 1998 os franceses optaram pelo galo Footix. O galo é o símbolo do país e Footix era um Galo azul, cor da camisa da seleção francesa.
A Copa da Coreia e Japão em 2002 teve os estranhos Ato, Nik e Kaz. A mascote da Copa de 2006 é o leão Goleo VI. Um leão de 2 metros e 30 centímetros de altura que veste a camisa 06 da Alemanha em referência ao ano da Copa e tem a companhia de Pille, uma bola falante. Ao contrário dos outras mascotes Goleo VI não é um desenho.

>30 engrossadas do Brasil na Copa de 70

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Já foi dito mais de uma vez que a seleção brasileira que disputou a Copa de 1970 teria sido a melhor seleção de futebol de todos os tempos. Craques como Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Jairzinho, entre outros, fizeram parte da equipe tricampeã, autora de lances históricos do futebol.
Entretanto o que muitos se esquecem é que a seleção de 1970 era composta por seres humanos e, portanto, passíveis de erros. E que erros!

>Frases antológicas – Eça de Queirós

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José Maria de Eça de Queirós é um dos mais importantes escritores portugueses. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de “Os Maias” e “O crime do Padre Amaro”; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.
Frases:
“A arte oferece-nos a única possibilidade de realizar o mais legítimo desejo da vida – que é não ser apagada de todo pela morte”

“A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação”

“A curiosidade leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América”

“A felicidade no amor dá tudo, até as boas cores”

“A imprensa é composta de duas ordens de periódicos: os noticiosos e os políticos.”

“A todo viver corresponde um sofrer.”

“Ah nunca homem deste século batalhou mais esforçadamente contra a seca de viver.”

“Na arte têm importância os que criam almas, e não os que reproduzem costumes.”

“Nada há de mais ruidoso – e que mais vivamente se saracoteie com um brilho de lantejoulas – do que a política”

“Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as acções – mesmo as boas”

“Não haveria o direito de vencer, se não houvesse o direito de perdoar.”

“O apreço exterior pela arte é a sobrecasaca da inteligência.”

“O jornal exerce hoje todas as funções do defunto Satanás, de quem herdou a ambigüidade. E é não só o pai da mentira, mas o pai da discórdia.”

“O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo”

“O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião.”

“Os políticos têm todos a mesma política.”

“Os sentimentos mais genuinamente humanos logo se desumanizam na cidade”

“Para aparecerem no jornal, há assassinos que assassinam”

“Para ensinar há uma formalidade a cumprir: saber.”

“Pensar e fumar são duas operações idênticas que consistem em atirar pequenas nuvens ao vento”

“Portugal é um país muito bonito, o problema é os Portugueses.”

“Poupe-se ao boi a vista ao malho.”

“Que mérito há em amar os que nos amam?”

“Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser às vezes virtuoso”

“Se a tua dor te aflige, faz dela um poema.”

“Um homem de letras, que não escreve as suas memórias, tem realmente direito a que outros lhas não escrevam

“No fundo, nós somos todos fadistas: do que gostamos é de vinhaça e viola e bordoada, e viva lá sô compadre”

“É o comer que faz a fome”

“É o coração que faz o caráter.”

>Coopers no metrô

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Latinhas de cerveja para você se equilibrar no metrô. Essa foi a ação de marketing da cervejaria Coopers no metrô de Teerã. O objetivo era divulgar sua cerveja sem álcool no país. Engraçado é que no momento da foto ninguém estava segurando as ditas cujas. Se fosse aqui no Brasil, provavelmente não só teriam segurado como já teriam levado algumas embora.

Mas enfim, criativo.

>McDonald’s de Luxo

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Por mais reformas que uma rede de fast food possa fazer em suas lojas, ela sempre será uma rede de fast food, certo? Talvez sim. Mas para tentar agradar os clientes mais chiliquentos  (que até gostam de hamburgueres vencidos mas não gostam de se misturar aos simples mortais) o McDonalds lançou no Japão seu novo conceito “restaurante de luxo”. A loja é completamente diferente das outras, nas cores, estilo e ambiente. Tudo visivelmente com toques de designers. A comida continua a mesma, para o bem ou para o mal.

 Vi no excelente Hambúrguer Perfeito

>Ser Sul – Luís Fernando Veríssimo

>Ser Sul

Luís Fernando Veríssimo
“O rugby é mais popular do que o futebol na África do Sul. Talvez fosse bom tentar entendê-lo, para entender melhor a África do Sul ou ter assunto com os nativos durante a próxima Copa. Lembro que uma das dificuldades para conversar com os americanos sobre a Copa que acontecia na terra deles em 94 era, antes de mais nada, explicar que esporte era aquele que nos levara lá. Muitos diálogos começavam assim:

— Sabe o “football”?

— Sei.

— Pois o futebol não tem nada a ver.

O rugby tem até menos a ver com o futebol do que o “football”, que pelo menos tem onze de cada lado. O rugby tem 15. Descobri que existe uma rivalidade hemisférica, Norte e Sul, no rugby.

Apesar de ter sido inventado na escola de Rugby, na Inglaterra, e levado ao resto do mundo pelos ingleses, como o futebol, o parlamentarismo e o chá com bolinho, os torneios internacionais de rugby têm sido dominados por países do hemisfério Sul.

Numa recente final da Copa do Mundo, que acompanhei porque estava na Europa, o time da França representava as esperanças do Norte contra a prepotência das ex-colônias, representada pela Austrália.

Já que não se deve ser neutro em nenhum momento da vida, para não correr o risco de virar suíço, fiquei me perguntando se deveria torcer pelos simpáticos franceses, que afinal eram o azarão do campeonato, ou se devia alguma forma de solidariedade subequatoriana aos australianos.

É mais difícil do que parece definir nossas simpatias. Saber qual é o nosso, por assim dizer, time num sentido maior. Algumas adesões são fatais e não dependem de racionalização ou escolha.

Espero que nunca chegue a isso, mas numa eventual guerra final entre homens e mulheres pela dominação do mundo servirei ao meu sexo, nem que seja como espião nos vestiários do inimigo.

Não adiantou muito a decisão de torcer contra o Brasil dos militares em 70: na primeira vez em que o Jairzinho partiu com a bola em direção ao gol adversário estava todo o mundo, de esquerda ou de direita, de pé, e empolgado. O coração tem razões etc.

Na questão racial a coisa se complica. Meu time é o dos brancos até certo ponto, também tenho sangue de índio e de negro, e mesmo o sangue de branco é um combinado ítalo-germano-português que desafiaria qualquer espirito ecumênico. Torcer pra que raça?

Torcer pelo Sul espoliado contra o Norte imperialista seria natural, e não apenas por uma fatalidade geográfica. Mas que possível identidade se pode ter com a Nova Zelândia e a Austrália, só para citar duas potências do rugby?

Ser torcedor do Hemisfério Ocidental contra o Hemisfério Oriental melhoraria a média de vitórias do nosso time, sem falar da sua situação financeira, mas significaria ser América de coração como se a América fosse toda igual.

“Ser” Hemisfério Sul como se “é”, que remédio, Internacional ou Botafogo, significa ter mais afinidades com a África do Sul do que com o México. E — acabo de me dar conta — ter que torcer pela Argentina em qualquer confronto seu com representantes do outro hemisfério. Impensável.

Acabei torcendo pela França na final daquela Copa de rugby. Era o mais fraco contra o mais forte, latinos contra anglos-saxões, e, que diabo, Michel Legrand, Juliette Binoche, Camus e os direitos do Homem contra Olivia Newton-John e o canguru.

Em certos casos a gente sabe, instintivamente, qual não é o nosso time.”

>Smartphone Domino Machine

>Vídeo que mostra aquelas montagens com peça de dominó só que acrescidas de outros elementos e, principalmente, telefones celulares. O resultado é bem legal. Quase um Ra-Tim-Bum mobile!