Arquivo mensal: junho 2011

Frases antológicas: Eduardo Galeano

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Eduardo Hughes Galeano é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. Entre suas obras destaca-se “As Veias Abertas da América Latina.”

Frases:
“Vida cigana. As coisas me acompanham e vão embora. São minhas de noite, perco-as de dia. Não estou preso às coisas; elas não decidem nada”.

“A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo”.

“Tenho saudades de um país que ainda não existe no mapa.”

“A realidade dá os cursos práticos, A TV se encarrega da teoria”.

“A história passada está de pernas para cima porque a realidade anda de cabeça para baixo. E não apenas no sul da América: também no Norte. Quem, nos Estados Unidos, não conhece Theodore Roosevelt? Este herói nacional predicou a guerra, e a praticou contra os fracos: a guerra, proclamou Roosevelt, purifica a alma e melhora a raça. Portanto, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Em compensação, quem conhece, nos Estados Unidos, Charles Drew? Não é que a história o tenha conhecido, simplesmente jamais o conheceu. No entanto, este cientista salvou muitas milhões de vidas humanas, desde que suas pesquisas tornaram possíveis a conservação a transfusão de plasma. Drew era diretor da Cruz Vermelha nos Estados Unidos. Em 1942, a Cruz Vermelha proibiu a transfusão de sangue de negros. Então Drew se demitiu. Drew era negro.”

“O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.”

“A chuva que irriga os centros de poder imperialista afogas os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro, dominadas para fora – é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga.”

“A liberdade de eleição permite que você escolha o molho com o qual será devorado”.

“A liberdade de mercado permite que você aceite os preços que lhe são impostos”.

“A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.”

“Somos o que fazemos, principalmente o que fazemos para mudar o que somos.”

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

“A televisão, essa última luz que te salva da solidão e da noite, é a realidade. Porque a vida é um espetáculo: para os que se comportem bem, o sistema promete uma boa poltrona”.

“A beleza é bela quando pode ser vendida. A justiça é justa quando pode ser comprada”.

“O poder encolhe os ombros: quando este planeta deixar de ser rentável: mudo-me para outro”.

“Um menino de três anos, chamado luca, comentou um dia desses: ‘o mundo não sabe onde está sua casa’. Ele estava olhando o mapa. Não estava olhando o noticiário”.

” O que são as pessoas de carne e osso? Para os mais notórios economistas, números. Para os mais poderosos banqueiros, devedores. Para os mais influentes tecnocratas, incômodos. E para os mais exitosos políticos, votos”.

“O que seria da realidade sem a publicidade que a mascara?”.

“Na América Latina, a liberdade de expressão consiste no direito ao resmungo em algum rádio ou em jornais de escassa circulação. Os livros não precisam ser proibidos pela polícia: os preços já os proíbem”.

“Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca”.

“Um refúgio? Uma barriga? Um abrigo onde se esconder quando estiver se afogando na chuva, ou sendo quebrado pelo frio, ou sendo revirado pelo vento? Temos um esplêndido passado pela frente? Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um ponto de partida”.

“O Uruguai se reduziu a um banco, com praia e umas vaquinhas em volta.”

“No manicômio global, entre um senhor que julga ser Maomé e outro que acredita ser Buffalo Bill, entre o terrorrismo dos atentados e o terrorrismo da guerra, a violência está nos arruinando”.
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Academia Brasileira de Letras – Patronos

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Em mais uma postagem sobre a ABL, falaremos agora dos patronos.
Para cada uma das quarenta cadeiras, os fundadores escolheram os respectivos patronos, homenageando personalidades que marcaram as letras e a cultura brasileira, antes da fundação da Academia.
Foi uma inovação. A Academia Francesa, que servira de modelo, instituíra as cadeiras, mas atendendo apenas a uma numeração de um até quarenta. A escolha desses patronos deu-se de forma um tanto aleatória, com sugestões sendo feitas pelos próprios imortais.
Os patronos das 40 cadeiras são:
Adelino Fontoura, patrono da cadeira nº 1
Álvares de Azevedo, patrono da cadeira nº 2
Artur de Oliveira, patrono da cadeira nº 3
Basílio da Gama, patrono da cadeira nº 4
Bernardo Guimarães, patrono da cadeira nº 5
Casimiro de Abreu, patrono da cadeira nº 6
Castro Alves, patrono da cadeira nº 7
Cláudio Manoel da Costa, patrono da cadeira nº 8
Gonçalves de Magalhães, patrono da cadeira nº 9
Evaristo da Veiga, patrono da cadeira nº 10
Fagundes Varela, patrono da cadeira nº 11
França Júnior, patrono da cadeira nº 12
Francisco Otaviano, patrono da cadeira nº 13
Franklin Távora, patrono da cadeira nº 14
Gonçalves Dias, patrono da cadeira nº 15
Gregório de Matos, patrono da cadeira nº 16
Hipólito da Costa, patrono da cadeira nº 17
João Francisco Lisboa, patrono da cadeira nº 18
Joaquim Caetano da Silva, patrono da cadeira nº 19
Joaquim Manuel de Macedo, patrono da cadeira nº 20
Joaquim Serra, patrono da cadeira nº 21
José Bonifácio, patrono da cadeira nº 22
José de Alencar, patrono da cadeira nº 23
Júlio Ribeiro, patrono da cadeira nº 24
Junqueira Freire, patrono da cadeira nº 25
Laurindo Rabelo, patrono da cadeira nº 26
Maciel Monteiro, patrono da cadeira nº 27
Manuel Antônio de Almeida, patrono da cadeira nº 28
Martins Pena, patrono da cadeira nº 29
Pardal Mallet, patrono da cadeira nº 30
Pedro Luís, patrono da cadeira nº 31
Araújo Porto Alegre, patrono da cadeira nº 32
Raul Pompéia, patrono da cadeira nº 33
Sousa Caldas, patrono da cadeira nº 34
Tavares Bastos, patrono da cadeira nº 35
Teófilo Dias, patrono da cadeira nº 36
Tomás Antônio Gonzaga, patrono da cadeira nº 37
Tobias Barreto, patrono da cadeira nº 38
Francisco Adolfo de Varnhagen, patrono da cadeira nº 39
Visconde do Rio Branco, patrono da cadeira nº 40

Academia Brasileira de Letras – Fundadores

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A Academia Brasileira de Letras é uma instituição fundada no Rio de Janeiro em 20 de julho de 1897 por escritores como Machado de Assis, Olavo Bilac, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa.
Composta por quarenta membros efetivos e perpétuos e por vinte sócios estrangeiros, tem, por fim, segundo os seus estatutos, a “cultura da língua nacional”, sendo composta por quarenta membros efetivos e perpétuos, conhecidos como “imortais”, escolhidos entre os cidadãos brasileiros que tenham publicado obras de reconhecido mérito ou livros de valor literário, e vinte sócios correspondentes estrangeiros.
À semelhança da Academia francesa, o cargo de “imortal” é vitalício, o que é expresso pelo lema “Ad immortalitem”, e a sucessão dá-se apenas pela morte do ocupante da cadeira.
O primeiro presidente da ABL foi Machado de Assis, eleito por aclamação e também seu “presidente perpétuo”.
Os fundadores da ABL foram:
Luís Murat fundador da cadeira nº 1
Coelho Neto fundador da cadeira nº 2
Filinto de Almeida fundador da cadeira nº 3
Aluísio Azevedo fundador da cadeira nº 4
Raimundo Correia fundador da cadeira nº 5
Teixeira de Melo fundador da cadeira nº 6
Valentim Magalhães fundador da cadeira nº 7
Alberto de Oliveira fundador da cadeira nº 8
Carlos Magalhães de Azeredo fundador da cadeira nº 9
Rui Barbosa fundador da cadeira nº 10
Lúcio de Mendonça fundador da cadeira nº 11
Urbano Duarte fundador da cadeira nº 12
Visconde de Taunay fundador da cadeira nº 13
Clóvis Beviláqua fundador da cadeira nº 14
Olavo Bilac fundador da cadeira nº 15
Araripe Júnior fundador da cadeira nº 16
Sílvio Romero fundador da cadeira nº 17
José Veríssimo fundador da cadeira nº 18
Alcindo Guanabara fundador da cadeira nº 19
Salvador de Mendonça fundador da cadeira nº 20
José do Patrocínio fundador da cadeira nº 21
Medeiros e Albuquerque fundador da cadeira nº 22
Machado de Assis fundador da cadeira nº 23
Garcia Redondo fundador da cadeira nº 24
Franklin Dória fundador da cadeira nº 25
Guimarães Passos fundador da cadeira nº 26
Joaquim Nabuco fundador da cadeira nº 27
Inglês de Sousa fundador da cadeira nº 28
Artur Azevedo fundador da cadeira nº 29
Pedro Rabelo fundador da cadeira nº 30
Luís Guimarães Júnior fundador da cadeira nº 31
Carlos de Laet fundador da cadeira nº 32
Domício da Gama fundador da cadeira nº 33
Pereira da Silva fundador da cadeira nº 34
Rodrigo Otávio fundador da cadeira nº 35
Afonso Celso fundador da cadeira nº 36
Silva Ramos fundador da cadeira nº 37
Graça Aranha fundador da cadeira nº 38
Manuel de Oliveira Lima fundador da cadeira nº 39
Eduardo Prado fundador da cadeira nº 40

Músicas da semana – 27/06 a 03/07

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1 – Iron Lion Zion


Artista: Bob Marley and the Wailers
Álbum: Iron Lion Zion/Smile Jamaica
Ano: 1992
2 – Just Because


Artista: Jane’s Addiction
Álbum: Strays
Ano: 2003


3 – Spoonman

Artista: Soundgarden
Álbum: Superunknown
Ano: 1994

4 – Hero of the Day

Artista: Metallica
Álbum: Load
Ano: 1996
5 – Praise You


Artista: Fatboy Slim
Álbum: You’ve Come a Longa Way, Baby
Ano: 1999

>Filosofighters

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Já imaginou um duelo entre alguns dos maiores filósofos de todos os tempos? Mas não um duelo de idéias… Um duelo estilo Street Fighter! Pois bem, o pessoal da revista Superinteressante imaginou e assim surgiu o Filosofighters.
Raoni Maddalena, Frederico di Giacomo, Kleyson Barbosa, Daniel Apolinario, Gil Beyruth, Allison Lima, Otavio Cohen, entre outros, criaram o game que pode ser jogado aqui. Pra quem conhece a obra de alguns desses filósofos, o jogo fica muito divertido. Se você não conhece nada dos caras, jogue também. É legal do mesmo jeito.
Os lutadores filósofos são Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Rousseau, Descartes, Marx, Nietzsche e Sartre/Simone de Beauvoir. Como se essa seleção inusitada de lutadores não bastasse, o pessoal foi ainda mais criativo ao imaginar os golpes especiais de cada um! Platão aposta no golpe “A Caverna”. Descartes tem o “Penso, logo existo”. Marx usa o “Operários do mundo, uni-vos!”. Isso só pra citar alguns. Cada personagem tem 2 golpes especiais.
Com animações bem feitas, cenários interessantes e diversão garantida, Filosofighters foi, sem dúvida, uma grande sacada!

>Frases antológicas: Olavo Bilac

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Olavo Brás Martins Bilac foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Conhecido por sua atenção a literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era republicano e nacionalista, tendo inclusive escrito a letra do Hino à Bandeira. Autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos.
Frases:
“Há quem me julgue perdido,porque ando a ouvir estrelas.Só quem ama tem ouvido para ouvi-las e entende-las..”

“Eu vos direi ‘Amei para entendê-las, pois só quem ama pode ter ouvidos capaz de ouvir e entender as estrelas’.”

“E mais eleva o coração de um homem ser de homem sempre e, na maior pureza, ficar na terra e humanamente amar.”

“Flerte é um namoro inofensivo, sem conseqüências, que não acaba nem na pretoria nem na Casa de Detenção.”

“O Amor é uma árvore ampla e rica, de frutos de ouro, e de embriaguez; infelizmente frutifica apenas uma vez.”

“O amor que a teu lado levas, a que lugar te conduz, que entras coberto de trevas e sais coberto de luz?”

“Que fazer para ser como os felizes? …Ama!”

“A ocasião faz o roubo, o ladrão já nasce pronto.”

“Homem! És o universo porque pensas e, pequenino e fraco, és Deus, porque amas.”

“Nao és bom nem és mal…és triste e humano”

“A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo.”

“Já está amanhecendo… dêem-me café, papel e pena… eu vou escrever…”

“Já repararam como se queixam de falta de tempo as pessoas que nada fazem?”

>Final da Copa 94 – Chamada da tv

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A primeira Copa de que me lembro é a de 1990. Poucas lembranças, é verdade. A primeira que me lembro por completo é a de 1994. Propagandas, promoções, partidas, jogadores, resultados. Quase tudo permanece nas minhas lembranças. E uma dessas coisas que permanece é a lembrança do clima que a chegada à final proporcionou.
Desde 1970 o Brasil não disputava uma final de Copa. 24 anos! (depois engrenou e chegou a mais duas em seguida 98-2002) Era uma oportunidade incrível para finalmente se tornar tetracampeão. A chamada da Rede Globo para o jogo da final mostra bem esse clima. Até revival da música tema de 1970 tem!

Engraçado também é ver as propagandas no final!

>Quando usar paletó, quais botões abotoar?

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Algumas roupas têm certas regrinhas chatas mas que em algum momento podem vir a ser importantes. Então melhor conhecê-las. Uma delas é o abotoamento de paletó… Sim, existe regra pra isso…
Quando o assunto é abotoamente simples, o último botão contando de cima pra baixo nunca é abotoado.
Se for um paletó ou blazer de 3 botões, o botão de cima pode ou não ser abotoado dependo da sua estatura (se for baixinho sugiro que não abotoe). Já o do meio será sempre abotoado e o debaixo nunca será abotoado.
No caso de 2 botões, o de cima é sempre abotoado e o debaixo nunca é.
Um blazer ou paletó com um único botão sempre deve ser abotoado, pois se não abotoar fica casual demais.
Nos de 4 botões, o último nunca se abotoa, o de cima pode ou não ser abotoado. Mas melhor deixá-lo fechado.
IMPORTANTE – Em trânsito, o seu paletó vestido de forma não casual ou seja formalmente, ou então, com gravata, deve estar sempre com os botões devidos abotoados. Só é permitido desabotoar para sentar ou passear sem compromisso por aí. E ao levantar, abotoe todos os que devem ser abotoados.
Já um blazer ou mesmo um paletó usado em ocasiões que não peçam certa formalidade ou o uso de gravatas, podem ser usados em trânsito desabotoados também.
Claro que ninguém é obrigado a seguir essas regras, mas se precisar…

>Músicas da semana – 20/06 a 26/06

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1 – American Boy


Artista: Estelle
Álbum: Shine
Ano: 2008
2 – Travessia


Artista: Milton Nascimento
Álbum: Travessia
Ano: 1967


3 – Lithium

Artista: Nirvana
Álbum: Nevermind
Ano: 1991

4 – Cowboys From Hell

Artista: Pantera
Álbum: Cowboys From Hell
Ano: 1990
5 – Only Happy When it Rains


Artista: Garbage
Álbum: Garbage
Ano: 1995

>Fliperama para banheiros

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Batizado de Toylet, trocadilho entre as palavras inglesas toy (brinquedo) e toilet (banheiro), o aparelho já tem um preço para o lançamento no Japão: com os jogos inclusos, ele sai por cerca de 150 mil ienes(R$ 3 mil.)
O Toylet ainda acompanha uma pequena tela LCD na altura média do usuário para que ele acompanhe o desenvolvimento do jogo. Para detectar o resultado, micro-ondas detectam a força da urina. Outro sensor ainda mede a velocidade do jato de urina, que também é um fator determinante para o resultado.
O objetivo da brincadeira é melhorar a higiene desses locais, incentivando as pessoas a urinarem no local correto. Além disso, será possível arrecadar lucros com anúncios publicitários que podem ser inseridos no jogo.
Artigo encontrado no interessante Flipper Coins